O suspeito de cometer homofobia contra os influenciadores Rafa Vieira e Felipe Ferreira na zona sul do Rio de Janeiro foi indiciado pela polícia.
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O auxiliar de escultor de areia Juliano Gomes Soares poderá responder por crime de injúria qualificada em razão de orientação sexual contra o casal
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O caso está sendo investigado pelo 13º DP (Ipanema), comandado pelo delegado Felipe Santoro.
Na noite de 23 de maio, o casal passeava pela orla de Copacabana quando ouviu insultos do homem.
Rafa e Felipe começaram a gravar a situação e chamaram a polícia. Na ocasião, eles lamentaram que o policial, que estava de motocicleta, não pudesse conduzir o suspeito à delegacia e depois não conseguissem mais encontrar e identificar o homem.
"Decidimos registrar o caso e dar prosseguimento nisso não por nossa causa, mas por todos que passam por situações desse tipo. Todos os gays e lésbicas já sofreram humilhações e constrangimentos assim, mas muitos não denunciam por medo ou por acreditar que não vai dar em nada", declararam.
Em depoimento, Juliano confessou ter gritado frases homofóbicas apenas "brincando" e não "querendo ofender". Ele disse trabalhar no local há 30 anos.
Segundo o Extra, Juliano tem 17 anotações na polícia por crimes como injúria, lesão corporal, ameaça e furto, e já foi preso seis vezes.
"Não podemos tolerar atitudes homofóbicas, que atinjam diretamente a honra e a dignidade das pessoas", afirmou o delegado.
"É importante alertar a sociedade para a importância de comparecer às delegacias para registrar esses crimes graves que atingem diretamente a comunidade LGBT para que a Polícia Civil possa combater esse tipo de discriminação."